segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estudos no Apocalipse - Estudo 12 - cap.-Visão do Trono de Deus

Estudo no livro de Apocalipse -  Adélio Silva
 
Estudo 12 - Apocalipse cap 4 – Visão do Trono de Deus
 
Introdução

            Nos capítulos anteriores houve uma apresentação do livro endereçado às sete igrejas da Ásia Menor, com detalhamento das mensagens, segundo as particularidades locais de cada comunidade. A partir do capítulo 4 e estendendo-se até o final do livro  (cap 22), o Senhor Jesus apresenta visões que focalizam os acontecimentos que precederão a sua segunda vinda ou  parousia, em  quadros vívidos e crescentes, que envolvem a humanidade, a igreja cristã e sua história de resgate.

Assim é que, no quarto capítulo, o ambiente exposto é o celestial, onde o trono de Deus se destaca. Dalí  se originarão todas as predições seguintes. A figura de Javé se distingue como o único ser que possui dignidade,  poder e glória sobre tudo e todos. Sua supremacia se estende sobre todas as forças universais existentes. Os juízos vindos de suas mãos mostrarão então o inevitável caminho da restauração daquilo que foi perdido de bom, através de Cristo Jesus. É a visão de Deus o Pai. No quinto capítulo, o poder é estendido para o Filho, de cujas mãos surgem a parte final da história, até então selada em livros ou registros  escritos.

A questão que será destacada e definitivamente esclarecida é a da presença de Deus na história, mostrando que não esteve indiferente em seu decorrer. Mostrará então que, mesmo em meio ao caos mundial, Deus mantém tudo sob controle. Sua presença, aparentemente à sombra, permitiu que forças malignas dotadas de poder controlassem e dominassem o sistema humano, tendo-os sob relativa servidão. Provará então Deus que os homens, no final do processo histórico, serão capazes de mostrarem sua lealdade a quem os criou e que este é o melhor caminho. Deus, no apocalipse, se mostrará como aquele que intervém na história. As cortinas se abrem e a história é mostrada, agora do ponto de vista celestial. O vidente João teve acesso às informações escondidas na própria dimensão de Deus.  

4:1  Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.

 

 

 

"...depois destas coisas..." As visões doadas a João pelo Senhor Jesus teriam prosseguimento, como num ato seguinte.

"...uma porta foi aberta..."  A dimensão celestial encontra-se oculta. Em raras ocasiões é permitido ao homem ter acesso ao ambiente onde Deus está. Somos informados que era crença comum os já teologia judaica  existência de sete céus sendo que Deus está assentado no mais elevado deles. Paulo já se referiu a elas em Efésios  1:3, quando as chamou de 'regiões celestiais' . É provável que João o vidente aceitasse tal idéia e as trouxe para colorir e dar sentido humano às informações recebidas. É assim que ele transmite essa informação.

Outras informações: Povos antigos criam que o céu era uma abóbada sólida, pelo que usavam a palavra 'firmamento' . Tal abóbada teria portas e janelas, que permitiam a passagem e comunicação (Ezeq 1:1; Marc 1:10; At 7:56; At 10:11). Foi a maneira mais simples que o vidente encontrou para representar suas visões, mas isso não a torna menos verdadeira. Talvez se a visão fosse  entregue hoje, haveria outras influencias culturais e ele se utilizaria de elementos representativos atualizados e mais modernos.

"...primeira voz que ouvi, como  de trombeta..."  É a mesma voz que é mencionada em Apoc 1:10. João é convocado a receber mais revelações. Na história israelita, o toque da trombeta era sinal de convocação para a guerra, festividades religiosas, celebrações e feriados.

"...sobe para aqui..."   Faz parte do conhecimento teológico sobre Deus que toda a história passada, presente e futura pertencem à mente onisciente de Deus. Isto porque aprendemos e estamos limitados a interpretar o tempo desta forma (passado, presente e futuro). Foi permitido a João penetrar no ambiente dos céus para tomar conhecimento do que sucederia à terra. Seu arrebatamento dá a entender que foi conduzido espiritualmente e não corporalmente. As limitações físicas do homem não permitiriam que permanecesse vivo  nas regiões espirituais..A permissão concedida ao vidente porém não lhe possibilitou 'ver a Deus'. Sua visão foi até o limite daquilo que podia suportar.

 

4:2  Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono;

 

"...Imediatamente, eu me achei em espírito...": Observamos que é a mesma expressão utilizada em Apoc 1:10, onde se destaca seu estado corpóreo (de êxtase espiritual) necessário para receber as revelações.

Reproduzimos os comentários ali contidos:

Russel N  nomeia algumas provas do misticismo autêntico: 1) As visões e comunicações místicas devem ser de conformidade com as Escrituras Sagradas. 2) Servem de agentes purificadores. 3) Exaltam sempre a pessoa de Cristo.

            Continua ele ainda, relacionando tipos de experiências misticas: a) Puramente psíquicas.  Podem ser projeções mentais do próprio ser , sem qualquer contato com outros seres  de natureza espiritual. A mais comum das experiências psíquicas é  a dos sonhos de pré-conhecimento (há  vários exemplos bíblicos. b) Alucinações.  Provocadas por transtornos químicos  ou inclinações neuróticas.. Nesse tipo de experiências há  visões de monstros , demônios e seres espirituais malignos, sendo semelhantes a pesadelos. c) Provocadas por drogas . é possível provocar certas formas de experiências místicas  através do uso de drogas, embora  isso não seja desejável e nem moral . Tal  tipo de experiência é danosa e imoral. d)  

Provindas de um nível altíssimo, isto é, da parte do Espírito Santo. Os grandes profetas e videntes possuíam esse tipo de  experiência. Os dons espirituais verdadeiros, na igreja, são mediados por  seres angelicais a serviço do Espírito Santo. Outros tantos homens de valor espiritual enorme, podem ser influenciados diretamente pelo Espírito Santo. O propósito de experiências místicas é unicamente  transformar os crentes segundo a imagem de Cristo.

A fé cristã é de natureza mística, pois baseia-se nas experiências  de profetas e   homens de Deus, que transcreveram as mensagens bíblicas.

"...no Espírito..."  O  espírito humano se desprende do corpo, se desliga do mundo material  e se dá a conexão com o mundo invisível.  No estado de êxtase espiritual, se dá a separação entre corpo e espírito. O corpo dorme ou perde os sentidos , o mundo visível se apaga, o espírito se une ao senhor; todas as limitações humanas são dissolvidas. O misticismo consiste no contato com o mundo espiritual, por mediação do espírito humano, enquanto este se acha ainda preso no corpo. Na eternidade, viveremos eterna experiência mística ( II Cor 12:2).

 

"... no céu um trono, e, no trono, alguém sentado: É interessante o comentário de Allan sobre esta parte do versículo: " Um trono no céu. Muitos vizinhos dos cristãos da Ásia achavam que o trono principal do universo estivesse em Roma, e que o imperador sentado nele fosse o deus supremo. Outros vizinhos adoravam outros diversos deuses e deusas. Mas João convida todos os seus leitores a enxergarem, por meio desta visão, o trono no céu e o verdadeiro Deus sentado nele. O trono de Deus é mencionado 38 vezes no Apocalipse, repetidamente frisando o tema da soberania de Deus e do seu domínio sobre os reinos da terra... ".

Outras informações sobre trono e seu significado: 1) Exaltação e majestade; 2)Poder universal, inclusive sobre a história humana e seu destino; 3)região de domínio de Jeová e de bênçãos sobre os seus filhos.

"...alguém sentado..."  Alí estava Deus, o Pai, Criador e Senhor, em sua posição de comando.

4:3 e aquele que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sórdio; e havia ao redor do trono um arco-iris semelhante, na aparência, à esmeralda.

 

 

 

"...aquele que estava assentado..." Como vimos acima, é referência ao Deus Pai.

"...semelhante no aspecto a pedra de jaspe e de sardônio..."  Há opiniões possíveis com relação às simbologias envolvidas em tais pedras preciosas:

            A visão do trono de Deus é descrita  em cores, luzes e formas vivas, dando um aspecto brilhante à cena, algo parecido com um arco-iris. As pedras preciosas, em geral, refletem variadas cores. Sobre o jaspe, comenta-se: Pedra de tons verdes ou vermelhos, pode ser visto também com a cor clara ( Apoc 21:11), representa a esperança para a breve parousia do Senhor. Havia jaspe na estrutura da cidade celestial. O sardônio, pedra de cor avermelhada ou marrom-escuro como o sangue, pode estar indicando a expiação de Cristo pela humanidade.Seu nome foi derivado da cidade de Sardes. É a pedra que forma a sexta camada dos alicerces da Nova Jerusalém ((Apoc 21:20).  A cor esverdeada da esmeralda fala da esperança e da vida e seu nome significa louvor. A promessa da vida eterna. É a o quarto componente do alicerce da Cidade Celeste (Apoc 21:19).

"...arco-íris..." É um símbolo bíblico das bênçãos celestiais, quer no Antigo ou Novo Testamentos. O texto de II Pedro 3:7 indica uma promessa de bênção após o juízo severo. Ele foi originalmente o sinal de um pacto de Deus ao homem, de que a terra não seria novamente destruída pela água. O arco-íris, no Apocalipse , pode ser um sinal do novo pacto de deus com o homem, por meio de Cristo. A tempestade da tribulação terá passado. Assim, o juízo divino é temperado com a misericórdia e pela promessa.

 

4:4 Havia também ao redor do trono vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi  assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeças coroas de ouro .

 

"...Ao redor do trono...": João começa com a figura central, aquele sentado no trono, e começa a olhar ao redor. Tudo começa com Deus.Ele é o centro do universo.

"...Vinte e quatro trono...": Vinte e quatro tronos representam elevadas posições espirituais,  aqueles que reinam com Deus. A palavra  grega usada para 'tronos'  significa 'cadeira' ou 'assento'.

 

"...vinte e quatro anciãos..."

 

Interpretações possíveis (utilizamos aqui as opções sugeridas por Russel N Champlin):

 

a)     Poderia ser os 12 apóstolos literais mais os 12 patriarcas da antiga dispensação;

b)    Uma referência aos vinte e quatro turnos sacerdotais em utilização no sistema sacerdotal do VT ( I Cro 24:3-18), aplicando-se no caso a vinte e quatro espíritos espíritos angelicais ministrantes. Teriam poderes avantajados, pela proximidade que mantém com relação ao trono de Deus. Seriam seus auxiliares pessoais;

c)     Seriam vinte e quatro espíritos ministrantes , representando os doze patriarcas israelitas mais os  doze apóstolos  do cristianismo. Tal explicação teria paralelo com as funções dos sete espíritos ou sete anjos guardiães que servem aos pastores das igrejas terrenas ( Apoc 1:4,16,20,; 2:1);

d)    Os vinte e quatro anciãos  mais os sete espíritos  e as quatro criaturas vivas estariam representando as muitas ordens de seres angelicais, as quais, embora diferentes , seriam dotadas de poderes extraordinários(esta é a sugestão mais aceita).

 

"...Vestidos de branco...": A santidade e a pureza dos servos fiéis. As únicas vestimentas adequadas aos vencedores.Simboliza a santidade, esplendor celestial, ou a natureza espiritual (brancura) (Apoc 3:4,5)

"...Coroas de ouro...": Coroa, aqui, vem da palavra grega stephanos, usada no Apocalipse para identificar as coroas dos vencedores (2:10; 3:11; 4:4; 4:10; 6:2; 12:1; 14:14). Encontraremos uma outra palavra, diadema, usada tanto para falar dos falsos líderes (12:3; 13:1) como para descrever o verdadeiro Rei (19:12). Uma vez, stephanos se encontra na descrição dos inimigos de Deus, mas o próprio versículo sugere a falsidade da nobreza deles: "havendo como que coroas parecendo de ouro" (9:7). Os anciãos sentados nos 24 tronos têm todo direito de usar coroas verdadeiras.

 

4:5 E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus.

 

"...trono..."  Explicações no versículo anterior.

"...relâmpagos..."  Juntamente com outras figuras como as vozes e trovões, exprimem o extraordinário poder de Deus. Prenunciam o início de horríveis juízos de Deus. Todo o ambiente está sendo preparado para a  abertura dos sete selos que se iniciará a partir do capítulo seis.

"...vozes..." Elas prenunciam os decretos e juízos divinos . Seria o próprio Deus falando ou criaturas espirituais com esse encargo. Lembre que em Apoc 3:20, o próprio Senhor Jesus é quem fala à porta das igrejas.

"...trovões..".O relâmpago é o causador do trovão e as vozes falam como se fossem trovões. . Lembram pode e ameaça e anunciam uma terrível tempestade. Deus se manifestará em sua ira  a um mundo embrutecido pelo pecado.

"...sete tochas..."  É a palavra grega 'lampades' e no original era uma tocha. Pedaços de madeira ardentes ou lâmpadas alimentadas com azeite. Elas são os sete espíritos (ver abaixo).

"...sete espíritos de Deus..."  Não é o Espírito Santo mas sim outros seres espirituais, anjos de categoria muita elevada (Apoc 1:4;12;16). São chamados também de sete estrelas  e sete anjos (Apoc 1:20). Como lido em Apoc  2:1,8,12 e 3:1,7,14) anjos específicos são guardiães das igrejas locais. Eles inspiram pastores e líderes . Heb 1:14 menciona o ministério especial devido aos anjos.

 

4:6,7 também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal, e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por trás; e o primeiro era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto  como de homem ; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.

 

Com respeito ao 'mar de vidro' , explica Champlin: "...Na cosmologia judaica, o firmamento seria uma abóbada  elevada (ou seja, um teto arredondado -  [nota pessoal]), uma substância sólida, o que explica seu nome, firmamento. Acima desse firmamento abobadado, que separaria os céus da terra, haveria um mar. Essa idéia pode ter sugerido a presente descrição, embora não se trate da mesma coisa. Seja como for, os céus de  Deus estão associados a um mar, embora celestial e simbólico, e não a um mar literal.... O mar é aqui descrito como sendo de vidro. Essa referência se deriva da antiga crença  que o cristal era apenas água pura congelada, por um longo processo, tornando-se em algo mais duro que o gelo. Por isso se cria que o cristal só pode formar-se em lugares frios. O vidente João fala de uma cena em que apareceu algo semelhante a um mar; mas não aludia a qualquer coisa literal, pois esse mar é simbólico e não real."

 

Simbologias:  a) O mar é de água  e a água é símbolo de vida. A água cristalizada indica vida permanente. Era clara, isto é pura, acima de todas as formas terrenas de água, isto é, de vida; b) O mar representa nações, pessoas remidas que já se encontravam nos céus. A idéia é que todas as criaturas celestiais circulam ao redor do trono de Deus. O mar terrestre representa as nações mortais (Apoc 13:1)

 

"...quatro seres viventes cheios de olhos, por diante e por detrás..." O vidente buscou o texto de Ezequiel  1:18 e 10:12 e Isaías 6:1-7. Assim, os olhos das rodas da visão de Ezequiel  são transferidos para os olhos dos seres celestiais, dando-lhes uma visão completa (trezentos e sessenta graus), e de perfeita vigilância. Diante do trono de Deus há vigilância constante, para o bem dos homens. A visão indica a providência de Deus quadruplicada : boi→princípio do sacrifício, expiação;  leão→espírito de coragem  vitoriosa e ação positiva ;homem→benefício de todas as operações divinas em favor dos homens; águia→espírito de esforço em busca de certo ideal  implantado no homem bem como orientação para a vida humana, pois a águia é equipada com asas poderosas.

 

4:8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis assas, ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir.

 

"...quatro seres viventes..."  Continua aqui os detalhes sobre os quatro seres viventes (vs 6 e 7).

"...seis asas..."  Está em mira o texto de Isaías 6:2, que descreve os serafins. Eles têm uma missão e ela tem que ser feita com rapidez, daí terem seis asas. As asas podem representar o governo dinâmico de Deus em busca do melhor possível para os seus. Esse vôo subirá até os altos mistérios de Deus.

"...cheios de olhos..." Eles estavam ao redor e por dentro (de cada asa), bem como por baixo do próprio corpo (Ezeq 1:15). Os olhos simbolizam inteligência, conhecimento total, estado de alerta e vigilância. Para Lange (comentarista) "os olhos representam o governo onisciente da providência  de Deus ao governar o mundo em todas as suas ações. À visão total do que ocorre ao redor, se junta uma visão absoluta interior, que expressa a concentração contemplativa e a unidade da onisciência divina..."

"...não têm descanso nem de dia nem de noite..." O cuidado de Deus sempre está em operação. Não há momentos neutros e nem deve haver redução no louvor que lhe é devido. Todo o universo o louva continuamente.

Os que louvam a Deus, nos céus, não observam descanso ou sábado. A própria natureza reflete isto. Tudo está sob o trono da glória (Ezeq 1:10).A tarefa dos querubns e serafins é dar louvor, embora não seja essa sua única missão. Assim, o louvor começa entre os seres mais elevados.

"...proclamando, Santo, Santo, Santo é o Senhor..." É a forma chamada 'triságio', ou seja, 'três vezes santo', como lido em  Isaías 6:3. Embora o texto só revele atos de louvor nos céus, é verdade que toda a terra está cheia da sua glória.

Deus é santo. Indica que  nele não há maldade nem tendência para o mal.O crente, no processo de santificação, duplicam esta característica divina , nas devidas proporções e limitações (Mat  5:48 e Gal 5:22; Rm 1:7; Col 1:2). A santidade leva à transformação moral sem a qual não há salvação ( II Ped 1:4).A santidade divina é incomparável, e está em seu caráter, em seu nome, em suas palavras, em suas obras, em sua pureza, em sua justiça. Ela deve ser exaltada e imitada.

"...o Senhor..."  O soberano supremo de toda a criação (Apoc 1:8; 4:8,11; 6:10; 11:8, 15,17).

"...Deus..." Ser supremo e soberano.

"...Todo-Poderoso.." Em oposição à figura do imperador Domiciano que perseguia a igreja de Cristo, e era chamado de  Nosso Senhor e Deus.. Não existe Deus além do Senhor Deus Todo-Poderoso. Assim a adoração ao imperador  tinha de ser repelida pelos cristãos .

"...aquele que era, que é e que há de vir..."  Comentado em Apoc 1:4.  Ele é Alfa e o Ômega.

 

4:9 E, sempre que os seres viventes davam glória e honra e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive pelos séculos dos séculos,

 

Na vida em Deus, tudo que é vida se alegra. Todas as criaturas cantam ao Criador e nele encontram paz. Diz Hough: 'a música celeste pode ser entoada de tal modo  nos corações humanos de tal modo que  o mundo todo seja modificado.Quando o pensamento de Deus se apossa de nós, transforma todas as nossas canções'.

"...glória..." Expressões de  louvor  que exaltam a bondade e a glória de Deus, sua majestade e poder.

"...honra..." São palavras e atitudes que honram a Deus Poe seus desígnios.

"...ações de graças..."  é o reconhecimento da bondade de Deus para com todos, que resultam em nosso bem-estar (Tiago 1:7), em meio às dificuldades que surgem a cada instante.

"...sentado no trono..." Indica o senhorio de Deus. Ver o versículo 2 deste capítulo.

"...vive pelos séculos dos séculos...'' O Deus verdadeiro não só se assenta sobre o trono, mas seu reinado não pode ter fim, sendo que, finalmente, sujeitará a si mesmo todos os seres inteligentes como lemos em Fil 2:8-11.

 

4:10 os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam ao que vive pelos séculos dos séculos; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo:

 

"...vinte e quatro anciãos..." Comentado  em 4:4.

"...prostrar-se-ão..." Indica: Reconhecimento da autoridade do Senhor, Submissão completa, mesmo estando eles também sentados em tronos. Reconhecimento de sua justiça. Observemos que aqui eles descem de seus tronos e adoram àquele que é realmente o Soberano. Só a autoridade de Jeová é  absoluta. Todos os tronos, finalmente pertencem a Deus. Todos os tronos inferiores devem ser vistos como meios de serviço e não meios de auto-exaltação.

"...aquele que se encontra sentado no trono..." O único trono que deve ser adorado, o de Jeová.

"...adorarão..." Servirão com suas capacidades, servindo, cantando, prestando reverência, tratando com respeito, prostrando-se reverentemente, com humildade e sujeição.

 

"...depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando..."  Um ato de submissão, honra e homenagem. Todos os remidos, ao chegarem aos céus, embora possuindo muitas coroas , terão que colocá-las diante do trono do Altíssimo para o servirem eternamente.A coroa é a vida eterna com todas as suas vantagens e promessas.

 

4:11 Digno és, Senhor nosso e Deus nosso, de receber a glória e a honra e o poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existiram e foram criadas.

 

"...digno..."  Há cerca de setecentas referências bíblicas a Deus com 'digno' e somente no Apocalipse há vinte e sete Por que é digno? É o único ser verdadeiramente supremo; Sendo Senhor a Ele é devida a lealdade de todos os homens como prova de sua associação. Não há fé verdadeira sem compromisso moral. Ele possui poder absoluto e o investe em benefício de toda a criação; É digno porque investe seu poder  pelo Filho Amado para remir a raça humana. É digno pois afastará no final todo o mal que nos condena.

"....receber... Deus recebe porque o homem a oferece. Deus pode tomá-la mas não o faz, pois deseja uma ação voluntária e obediente dos seus filhos. No final, de qualquer forma, Deus imporá a sua vontade, conforme entendemos em Efésios 1:23.

'...glória...honra..." Comentado em Apoc 4:9.

"...poder..." A igreja sofria duras perseguições . A promessa de Jesus era que por ocasião de sua 'parousia' ou segunda vinda, todo o poder do mal seria removido, pela SUA ação salvadora.O poder de Jesus mantém todo o universo funcionando (Col 1:17).

 

"...porque todas as coisas tu criaste..." Sendo o Alfa da criação Deus se qualifica como o 'princípio' originador de tudo, inclusive a forma de vida humana. João teve a rara oportunidade de penetrar no ambiente celestial, penetrando aonde Deus estava. O espírito nesse estado de arrebatamento chega a se esquecer das dificuldades que marcam a vida terrena.

 

"...por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas..."  A pergunta  que surge é: qual a razão ou razões de Deus ter criado todas as coisas? I Cor 8:6 mostra que tudo foi criado por Deus e para Deus. O alvo de tudo o que foi criado é agradar a Deus . E só se pode agradar a Deus se houver uma transformação espiritual e mental que pelo menos se aproxime das perfeições divinas. A raça humana, criada por Deus, foi criada para o louvor da sua glória, o que deveria ser avaliado como uma honra imerecida, se considerarmos o caráter superlativo de que se reveste o santo Jeová.  

 

Fontes de Pesquisas:

Bíblia Sagrada. Novo Testamento Interpretado ( Champlin, Russel N.) Um estudo do Apocalipse (Dennis Allan);  Manual Bíblico -  Halley; Ajuda ao Entendimento da Bíblia (STV) ; O Apocalipse -  Desvendando os mistérios da revelação (Delcyr de Souza Lima); Conheça a Verdade – Bruce Milne  

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